BRASIL

O que será dos pets quando a quarentena acabar?

Nessa quarentena os pets estão mais estressados, outros mais ansiosos, mais muitos estão mais prostrados, dormindo muito ou até muito apegados aos seus donos

Muitos tutores estão se queixando da alteração de comportamento dos seus animais de estimação. Alguns estão mais estressados, outros mais ansiosos, mais muitos estão mais prostrados, dormindo muito ou até muito apegados aos seus donos.

Os gatos que amam companhia se mostram mais carinhosos e procuram o carinho de seus tutores. Já os que preferem a tranquilidade do seu espaço, estão dormindo menos e mais irritados. Tudo isso em consequência da alteração de rotina por conta da quarentena, em decorrência do novo coronavírus.

Quando falamos de cães, o cenário que mais vemos é o estreitamento de laços entre peludos e humanos. Apesar da falta de exercícios e da ausência de interação com outros animais, os cachorros podem se adaptar facilmente à nova situação. Dormir mais, pedir mais comida e solicitar mais carinho são alguns dos novos comportamentos.


Com tudo, essa situação pode vir atrelada a uma insegurança quando isolado da sua figura de apego (normalmente o tutor). Basta ir ao banheiro ou mesmo sair para fazer compras que o cachorro fica angustiado, podendo chorar, latir, destruir algo, fazer xixi em local inadequado, lamber as patas, babar e até arranhar a porta.

Com a falta de costume de ficar sozinho, os animais podem sofrer e muito com a volta brusca à rotina antiga, de passar longas horas sozinho em casa. Alguns cuidados podem ser tomados para evitar isso. E não devemos esperar a quarentena terminar. É preciso começar a agir desde já, para que um treinamento paulatino seja feito. Assim, os peludos não sentirão tanto a ausência do seu tutor.


Comece o treinamento já!
A consultora de comportamento canino, Alexandra Santos, sugere alguns exercícios:

Todos os dias, tenha um momento de isolamento com seu pequeno. Pode começar por momentos curtos, como tomar banho ou ir ao banheiro. Quando for fazer esse exercício, oferecer algo que o peludo goste muito, como um brinquedo recheado com alimento ou algo para roer.
Expor o cachorro a gravações de vocalizações de outros animais, ruído do trânsito e movimento da rua e vozes de grupos de pessoas conversando. Como os cachorros estão mais resguardados desses estímulos, neste momento de quarentena, podem desabituar deles.
Dar preferência por enriquecimento sensorial (que estimula os 5 sentidos) e cognitivo (de raciocínio) e diminuir um pouco o enriquecimento social com humanos. Neste momento estão mais ocupados com interações com os tutores, mas após a quarentena, quando os tutores voltarem a estar mais tempo ausentes, os cachorros podem ficar entediados ou ansiosos.
Começar a implementar a rotina normal do cachorro. Dar as refeições nos horários habituais, treinar ou brincar com o cachorro nos horários dos passeios habituais.
Se você estiver de home office, se arrume todos os dias, como se fosse sair para trabalhar. Se feche no quarto ou em um cômodo por 30 minutos. Após, saia como se nada estivesse acontecendo. Ao passar dos dias, aumente o tempo “no trabalho” fechado no cômodo. Até chegar ao tempo certo que costumava ficar fora de casa.
Se não estiver trabalhando em casa, aproveite os momentos que for ao mercado para associar a sua ausência com coisas positivas para seu peludo. Pode ser um brinquedo ou mesmo um alimento gostoso. Não esqueça de fazer os exercícios de isolamento e aumentar o tempo aos poucos. Aproveite para se fechar no quarto e ler um livro.


Síndrome de Ansiedade por Separação


Diversos profissionais do comportamento animal temem pelo aumento de casos de Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS) em cães e gatos após o término da quarentena. Caso os tutores não façam a alteração de rotinas aos poucos, para preparar os peludos, pode haver uma grande chance dos animais desenvolverem SAS.

A SAS tem algumas características e sintomas:

latir, uivar e/ou chorar
xixi e/ou cocô em local inapropriado
destruir, roer e/ou pegar objetos inadequados
automutilação, lambedura de patas e/ou arrancar pelos
prostração, tristeza profunda e/ou inapetência
vomitar e/ou babar
Mas todos esses sintomas somente quando sozinhos.


Há muitas pesquisas para entender o que motiva e como tratar a SAS. Alguns estudos apontam que o ambiente e a rotina inconstantes podem facilitar o desenvolvimento da SAS. Os cães, por serem animais sociais, necessitam ter uma previsibilidade. Seja de passeios, alimento, brincadeiras, atenção, até mesmo reação do tutor ao mesmo estímulo.

O ideal é fazer uma tabela em casa, com o cronograma semanal para o pet. Nela, deve haver passeios, alimentação, brinquedos ou novidades a serem oferecidas, treinamentos, enriquecimento ambiental e tipo de interação. Tudo isso para manter uma constância na vida do pequeno.

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Muitos tutores estão se queixando da alteração de comportamento dos seus animais de estimação. Alguns estão mais estressados, outros mais ansiosos, mais muitos estão mais prostrados, dormindo muito ou até muito apegados aos seus donos.

Os gatos que amam companhia se mostram mais carinhosos e procuram o carinho de seus tutores. Já os que preferem a tranquilidade do seu espaço, estão dormindo menos e mais irritados. Tudo isso em consequência da alteração de rotina por conta da quarentena, em decorrência do novo coronavírus.

Quando falamos de cães, o cenário que mais vemos é o estreitamento de laços entre peludos e humanos. Apesar da falta de exercícios e da ausência de interação com outros animais, os cachorros podem se adaptar facilmente à nova situação. Dormir mais, pedir mais comida e solicitar mais carinho são alguns dos novos comportamentos.


Com tudo, essa situação pode vir atrelada a uma insegurança quando isolado da sua figura de apego (normalmente o tutor). Basta ir ao banheiro ou mesmo sair para fazer compras que o cachorro fica angustiado, podendo chorar, latir, destruir algo, fazer xixi em local inadequado, lamber as patas, babar e até arranhar a porta.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a falta de costume de ficar sozinho, os animais podem sofrer e muito com a volta brusca à rotina antiga, de passar longas horas sozinho em casa. Alguns cuidados podem ser tomados para evitar isso. E não devemos esperar a quarentena terminar. É preciso começar a agir desde já, para que um treinamento paulatino seja feito. Assim, os peludos não sentirão tanto a ausência do seu tutor.


Comece o treinamento já!
A consultora de comportamento canino, Alexandra Santos, sugere alguns exercícios:

Todos os dias, tenha um momento de isolamento com seu pequeno. Pode começar por momentos curtos, como tomar banho ou ir ao banheiro. Quando for fazer esse exercício, oferecer algo que o peludo goste muito, como um brinquedo recheado com alimento ou algo para roer.
Expor o cachorro a gravações de vocalizações de outros animais, ruído do trânsito e movimento da rua e vozes de grupos de pessoas conversando. Como os cachorros estão mais resguardados desses estímulos, neste momento de quarentena, podem desabituar deles.
Dar preferência por enriquecimento sensorial (que estimula os 5 sentidos) e cognitivo (de raciocínio) e diminuir um pouco o enriquecimento social com humanos. Neste momento estão mais ocupados com interações com os tutores, mas após a quarentena, quando os tutores voltarem a estar mais tempo ausentes, os cachorros podem ficar entediados ou ansiosos.
Começar a implementar a rotina normal do cachorro. Dar as refeições nos horários habituais, treinar ou brincar com o cachorro nos horários dos passeios habituais.
Se você estiver de home office, se arrume todos os dias, como se fosse sair para trabalhar. Se feche no quarto ou em um cômodo por 30 minutos. Após, saia como se nada estivesse acontecendo. Ao passar dos dias, aumente o tempo “no trabalho” fechado no cômodo. Até chegar ao tempo certo que costumava ficar fora de casa.
Se não estiver trabalhando em casa, aproveite os momentos que for ao mercado para associar a sua ausência com coisas positivas para seu peludo. Pode ser um brinquedo ou mesmo um alimento gostoso. Não esqueça de fazer os exercícios de isolamento e aumentar o tempo aos poucos. Aproveite para se fechar no quarto e ler um livro.


Síndrome de Ansiedade por Separação


Diversos profissionais do comportamento animal temem pelo aumento de casos de Síndrome de Ansiedade por Separação (SAS) em cães e gatos após o término da quarentena. Caso os tutores não façam a alteração de rotinas aos poucos, para preparar os peludos, pode haver uma grande chance dos animais desenvolverem SAS.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A SAS tem algumas características e sintomas:

latir, uivar e/ou chorar
xixi e/ou cocô em local inapropriado
destruir, roer e/ou pegar objetos inadequados
automutilação, lambedura de patas e/ou arrancar pelos
prostração, tristeza profunda e/ou inapetência
vomitar e/ou babar
Mas todos esses sintomas somente quando sozinhos.


Há muitas pesquisas para entender o que motiva e como tratar a SAS. Alguns estudos apontam que o ambiente e a rotina inconstantes podem facilitar o desenvolvimento da SAS. Os cães, por serem animais sociais, necessitam ter uma previsibilidade. Seja de passeios, alimento, brincadeiras, atenção, até mesmo reação do tutor ao mesmo estímulo.

O ideal é fazer uma tabela em casa, com o cronograma semanal para o pet. Nela, deve haver passeios, alimentação, brinquedos ou novidades a serem oferecidas, treinamentos, enriquecimento ambiental e tipo de interação. Tudo isso para manter uma constância na vida do pequeno.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Animais adotados recentemente têm ainda maior facilidade, neste momento, a desenvolverem SAS. Isso porque eles ainda estão em adaptação na casa nova, sendo ainda mais necessária a constância na rotina. Começar com o tutor sempre em casa e depois, bruscamente, passa a ficar sozinho muitas horas por dia pode dificultar a compreensão de um ambiente estável e seguro.

Não precisa entrar em mais desespero. Já basta as incertezas por conta da pandemia. Ao seguir os passos acima e manter um ambiente constante, a chance do seu pet ter a SAS ou qualquer angústia pelo isolamento do tutor é muito menor. Mas comece já!

O bem-estar dos nossos animais de estimação também é de nossa responsabilidade!

Fonte: Jornal de Brasília